Fechando a porta, mudando o disco, limpando a casa, sacudindo a poeira. Deixando de ser quem era, e me transformando em quem sou. (Paulo Coelho)
sábado, 23 de junho de 2012
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Tirei do meu próprio caminho a luz que nele havia para iluminar seus passos e, em meio à escuridão, me perdi à sua procura. Do meu peito arranquei o amor mais sincero e desinteressado para te entregar, envolto, feito presente, em tudo que havia de melhor em mim. Como eu queria que isso te fosse bastante!!!! Às vezes a gente esquece que a vida segue seu rumo independentemente da nossa vontade...
Priscila A. Oliveira
Priscila A. Oliveira
domingo, 10 de junho de 2012
Quando eu me for,
Farei uso da delicadeza.
Vai ser bem devagarinho,
Silenciosamente,
Sem avisos, sem alardes.
Talvez na madrugada,
Eu calce meias para não fazer ranger o chão,
Separe a chave do carro das demais
para não fazer tilintar minha pretensão,
E assim,
Atravessando portas e corredores,
Ganhando ruas desconhecidas,
Eu me vá para não mais voltar.
Sem bilhetes ou despedidas,
No momento menos esperado
Em que não mais suportar viver
Tantas vidas que não são minhas...
Priscila A. Oliveira
Farei uso da delicadeza.
Vai ser bem devagarinho,
Silenciosamente,
Sem avisos, sem alardes.
Talvez na madrugada,
Eu calce meias para não fazer ranger o chão,
Separe a chave do carro das demais
para não fazer tilintar minha pretensão,
E assim,
Atravessando portas e corredores,
Ganhando ruas desconhecidas,
Eu me vá para não mais voltar.
Sem bilhetes ou despedidas,
No momento menos esperado
Em que não mais suportar viver
Tantas vidas que não são minhas...
Priscila A. Oliveira
Alguns conhecem
E poucos entendem
Das batalhas diárias que travo cá por baixo da pele.
Em minha inconveniente condição de ser humano,
Porquanto corra sangue em minhas veias,
O coração insiste em bater descompassado
Num ritmo que machuca a cada contração
E a garganta sempre cala
A necessidade absurda de gritar a quem me fere:
"Ei, estou aqui! Não está me vendo?
Não lhe parece que eu tenha sentimentos?
Porque pensa que não me magoo?"
Até quando será suportável
A dor absurda que arrebenta o peito
Por simplesmente não querer estar em qualquer outro lugar no mundo
Senão naquele momento?
E poucos entendem
Das batalhas diárias que travo cá por baixo da pele.
Em minha inconveniente condição de ser humano,
Porquanto corra sangue em minhas veias,
O coração insiste em bater descompassado
Num ritmo que machuca a cada contração
E a garganta sempre cala
A necessidade absurda de gritar a quem me fere:
"Ei, estou aqui! Não está me vendo?
Não lhe parece que eu tenha sentimentos?
Porque pensa que não me magoo?"
Até quando será suportável
A dor absurda que arrebenta o peito
Por simplesmente não querer estar em qualquer outro lugar no mundo
Senão naquele momento?
Priscila A. Oliveira
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