E poucos entendem
Das batalhas diárias que travo cá por baixo da pele.
Em minha inconveniente condição de ser humano,
Porquanto corra sangue em minhas veias,
O coração insiste em bater descompassado
Num ritmo que machuca a cada contração
E a garganta sempre cala
A necessidade absurda de gritar a quem me fere:
"Ei, estou aqui! Não está me vendo?
Não lhe parece que eu tenha sentimentos?
Porque pensa que não me magoo?"
Até quando será suportável
A dor absurda que arrebenta o peito
Por simplesmente não querer estar em qualquer outro lugar no mundo
Senão naquele momento?
Priscila A. Oliveira

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